segunda-feira, 30 de março de 2009





" Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. "

Um ano, seis meses.

domingo, 29 de março de 2009

Tudo ao molhe..



(...)

Someone like you
And all you know
And how you speak
Countless lovers undercover of the street

You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you

*

segunda-feira, 23 de março de 2009



Never take life seriously. Nobody gets out alive anyway.

terça-feira, 3 de março de 2009

Abana-te

E quando numa aula nos dizem, chega-se aos 27 e ou se casam ou morrem, é claro que é motivo de risota.. ouve-se comentários tipo, o quê? que deprimente! E quem não quiser casar? Que lema de vida e tal, tipo brincadeira.

A verdade é que, no meio da brincadeira, surgiu aquela pergunta, e se eu morresse amanhã? e mais comentários, ai que horror! Claro que não. E esta é a pergunta que toda a gente faz, mas acaba sempre por não responder porque secalhar não há sequer resposta para isso. Sei lá! Tanta coisa.. E no momento em que digo "tanta coisa" percebo o tempo que perco todos os dias no nada, num certo vazio só a fazer tempo para alguma coisa. Acordamos de manhã com pressa porque já estamos atrasados, chegamos a aula a espera que o tempo passe rapidamente, no final estamos cansados, vamos para casa, às vezes vamos tomar um café, dar uma voltinha de carro, e passa mais um dia. O "tanta coisa" que temos para fazer fica para amanhã, porque achamos que temos sempre o amanhã, o depois, as férias da Páscoa, as férias de Verão.. aquele fim de semana..

Deixa-me a pensar se a vida não seria muito melhor se vivessemos todos os dias como se fossem o último. E não estou a dizer isto só porque parece bonito, não, se realmente fizessemos isso, quanto seria melhor?
Ok, voltando a pergunta inicial, se tivesse só hoje para viver, o que fazer? E depois penso que, realmente, seria um dia demasiado deprimente. Sem falar na quantidade de sitios no mundo que quero ir, as coisas que quero conhecer e fazer, a profissão de sonho realizada, ou a familia criada que não ía ter, ía ser especialmente mau por estar longe de tanta gente, TÃO importante. Primeiro pensei, ía para Macau, o que diga-se de passagem, só a viagem ia-me fazer perder metade do dia que me restava, e depois continuava longe de taaaanta gente.. nem sequer me ia poder despedir em condições de partir para sempre.

Enfim, é mesmo aquela coisa de se achar que o tempo espera por nós. Achar que estamos aqui e que, em principio quase de certeza, o mundo nos vai dar oportunidade de disfrutar de tudo..e pensar assim, é viver na absoluta ilusão em que todos vivemos.
Nem sei, não me percebo, nem nos percebo. Somos that stupid, somos mesmo. Precisamos do abanão para acordar para a Vida.

E volto à mesma pergunta.
São oito da noite e hoje foi mais um dia, nada de especial. Se de manhã me tivessem dito que era o último, ia estar com todos que são especiais e estão perto, ia ligar a todos que estão longe a dizer o quanto gostava que tivessem perto. Dava todos os beijos que às vezes não dou e todos os abraços fortes. E sem tentar ser "filosofica" ou "poeta", ía à praia sentir o mar e a areia. Apreciava os cheiros, o vento, o sol e as cores que me porpociona e sei lá, respirava, porque aínda podia.

E que estupidez deixar isto para amanhã.