Sinceramente, não sei como cheguei a isto.
Não sei como cheguei ao estado de querer e não querer, de andar sistemáticamente na linha que separa o querer do poder. Era tudo mais fácil se estar no meio, signifcasse ter ambos, poder ser ambos, mas não.
O conceito de vida, quando se criou a si próprio, prometeu ter como legenda o sinónimo dificuldade e complicação. E digo isto porque realmente, não, nem sempre somos nós que complicamos. Antes pelo contrário.
Tenho a tendencia para me desiquilibrar, por mais que tente que isso não aconteça.. é quase humanamente impossível.
Li um texto que falava em timming, sim, o teu, e fico a pensar nisso. Quando é que é o timming certo para fazer alguma coisa, para ser alguém diferente, para ter a oportunidade.. para mudar uma ideia, para avançar, para mudar, para conseguir.. Começo a achar que não existe um momento certo, não existe timming, não existe nada para além da linha, fina e frágil em que andamos, todos os dias, que divide sempre alguma coisa.
Eu continuo assim, no meu trapézio, a espera de outras hipóteses, que sei que existem mas que não quero, e por isso continuo..
E sinceramente continuo sem saber como cheguei a isto, mas também não quero voltar atrás, se é que percebes. Porque quando há memórias há tudo, por pior que seja, aquele momento vale para um mísero segundo de bem estar. E enquanto andarmos sobre um fio, e tivermos o fim de um lado e um abraço do outro, parece que vale a pena, mesmo que nunca se venha a descobrir a verdade, ou no que vai dar.
É preciso respirar fundo, aceitar o sol e os dias de nevoeiro e esperar. O tempo é sempre o nosso melhor amigo. É aquele que nos leva para o futuro, que eventualmente terá outra linha, e nós, nunca vamos deixar de fazer da vida o circo que é.
Temos é de estar atentos, a ver se puseram uma rede por baixo de nós.
Não vá a gente cair.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
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Quem te apurou?
Como os anos passam por nós
É ver o tempo deixar-nos sós
E esperamos
Que justifiquem ou que nasça pelo menos alguma razão
Ao motivo pelo qual cede o corpo então
Aos anos
Sinto mais do que preciso
Perco a voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais
Algo melhorou!
Ficámos sábios… pelo menos aos olhos dos outros
Ser responsável compete a poucos
A bem poucos....
Não dependemos, daqui para a frente, de ninguém
Quer dizer… O sexo agora implica quase sempre alguém
E Ainda bem..!
Sinto mais do que preciso
Perco voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais
Não choro as partes q estão para trás
Não concluo
O meu tempo não é uma canção
Que tem quase sempre rima certa, métrica e refrão
E esta acabou.
Para Para Parabéns,
Para Para Sempre, Love you
*
xD
sábado, 9 de maio de 2009
É a duvida que resta,que me leva a perguntar...
qual papel sera o meu?
o de quem nada faz?
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
e revemos nas imagens que não passa de um esboço...
escolhem os senhores da guerra os motivos a seu gosto...
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
porque nada surprende.
já vivemos com o medo.
quem nos chama a razão?
ao som de armas adormeço...
embora doa, não me faz perder o sono.
embora doa...
escorre sangue pelo ombro em directo na tv
explode a carne em mãos de quem nada fez
embora doa, não me sujo desse sangue
embora doa, ha sempre outro canal
Klepht - Embora doa
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