segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Reticências

Dou por mim a ouvir sempre as mesmas coisas, os mesmos conselhos. Dou por mim a ter que responder sempre às mesmas perguntas, e respondo sempre o mesmo.. Percebo as preocupações, percebo o que me dizem, percebo tudo e não quero perceber porque não quero pensar.
Cheguei àquela fase que basta o sentir. O sentir bem. O estar bem, sem saber bem porquê.. mas estar.
Sim, realmente é como um filme a vida que queremos. Um história para contar, uma história ser ouvida, talvez? Uma história. Um filme. Um filme tal e qual, que não mostra as habituais 2 horas deitadas no sofá a olhar o vazio, ou caminho para casa, os 10 minutos à espera do autocarro. Um filme não tem espaço para os pormenores - Que nunca são pormenores - de uma vida. Um filme precisa de ter o tal início, o tal meio, o tal fim, para que se perceba..
Mas até que ponto é que se percebe a vida em si? A vida de alguém? A nossa? Até que pnto é que as nossas acções têm algum impacto ou motivo? É bom poder ficar duas horas sem fazer nada, é bom cometer loucuras só porque sim, só porque nos apetece. É bom, não ter que estar sempre a pensar no que é melhor, o que vai ser amanhã ou o porquê ds coisas. Para quê?
Cheguei mesmo àquela fase, que não me apetece mesmo nada pensar. Só quero deixar rolar o tempo e esperar que algo aconteça, bom, mau, sei lá.. se calhar nada, não interessa.
Também dou por mim a pensar, no caminho para casa, no sentido das coisas. Mais uma vez, percebo sim, que tem de ser um início. A pior coisa é vivr-se agarrado a algo que já não existe, por mais que nos tenha feito feliz.. E esta é a parte em que digo que, 90 minutos não é nada. Um filme não é nada. Não é real. Não quero uma vida com explicações, com um fim daqueles que marcam, assim como os filmes marcam as pessoas que saem do cinema e dizem, Adorei, mas sim um vida de inícios, muitos inícios.
Não sei bem onde estou nos meus 90 minutos de filme. Aliás, não sei mesmo.. Se calhar nem são 90, e o melhor é começar outra curta.
A ver no que dá.

Ah,

O Ben Harper é altamente.

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