quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Em palavras? Ataques de riso e Literatura Universal.

As aulas até estavam a correr bem quando de repente descobrimos que afinal, na quarta-feira, a disciplina de Literatura Universal passou para a tarde. E quando digo tarde, é das 17 as 20. Isto depois de uma disciplina chamado Épocas da Cultura e Mundividência Cristã, que pelo nome, percebe-se que consiste em outras 3 horas de muita teoria.

Pronto, literatura universal, apareçe um tal de Saraiva (que a Mafalda diz que SÓÓÓÓ pode ser primo do outro da televisão) e começa pra lá a falar, da importância das palavras, e que uma imagem claro que não vale mais que mil palavras e blá blá blá, e não sei porque carga de agua, mas pequim e macau também vieram à baila, e como já estou muito cansada de me explicar e de responder a perguntas, fiquei no meu cantinho estilo, han? Macau? Não conheço não.
"Ahh porque sabem, em Macau os chineses gostam muito de pasteis de nata" e não sei quÊ, blá blá blá, às tantas já ninguém sabe o que se está a passar porque já ninguém atinge aquilo. Já ninguém tem capacidade para o ouvir. Passam as folhinhas do programa, e mais outra meia hora de paleio quase, absolutamente desnecessário, que faz com que fiquemos todos com ar de quem passou a semana a drogar-se porque já nem sequer dá pra continuar com os olhos abertos. Entretanto o lugar começa a ficar um bocado desconfortavel, e não há nenhuma posição boa pra se estar, e nisto, a Mafalda começa a escrever no bloco das compras da empregada, uma carta de amor (que são sempre ridiculas), enquanto eu e mais 60 pessoas continuavamos no estado de "por favor tirem-me daqui". Acabou a carta de amor (sim, o Saraiva aínda está a falar) e o jogo do galo e a forca parecem os jogos mais indicados para passar o tempo. Dito e feito. O resultado veio depois, quando de cada vez que uma fazia uma cruz, uma bola, ou adivinhava uma palavra, vinham as lágrimas ao olhos de tanto rir. É _ _ m a p _ _ a de cabelo branco. Enfim. E eu que achava que até ía gostar desta coisa da literatura universal, que secalhar até vou, (hoje é que não) estou um bocado desiludida.

(O problema é mesmo não ter um carro as oito da noite à minha espera, pra não ter de apanhar frio e esperar 20 minutos pelo 203. Se calhar não é do Saraiva nem nada.. )

No fim de aula confirmei à Mafalda que os chineses, realmente, comem muitos pasteis de nata. E não sei porque, isso também foi motivo de riso.

As coisas que a literatura faz. Ai Hamlet, ai Eneida, ai Odisseia, ai biblia sagrada. Aqui vou eu.

Sem comentários: